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Preso no RJ, homem que aparece em vídeo espancando mulher a pauladas.


Policiais do 7º BPM prenderam na quinta-feira (13) um suposto traficante na comunidade do Joquéi, em São Gongalo, na região metropolitana do Rio. O suspeito, conhecido como Sombra, é apontado como o homem que espanca uma mulher a pauladas em um vídeo amplamente divulgado nas redes sociais. A prisão de Sombra foi divulgada nesta quarta-feira (19) pela Polícia Militar. Na terça-feira (11), um menor que também teria participado do vídeo foi apreendido pela polícia.
Na segunda-feira (17), a SPM (Secretaria de Políticas para Mulheres da Presidência da República) informou que vai pedir a apuração do vídeo. 
A delegada da Delegacia de Alcântara (74ª DP), Mônica Areal, afirma que só teve conhecimento do vídeo ao apreender o adolescente, de 15 anos, por porte de drogas. 
— Eu ia liberá-lo, porque a quantidade era pequena e configurava apenas uso, mas um policial militar me mostrou a gravação no celular. Ele [o adolescente] confessou que estava no vídeo.
O vídeo divulgado nas redes sociais é apenas um recorte. No vídeo original, o homem raspa os cabelos da mulher e começar a sessão de espancamento com ela sentada em um banco. O adolescente preso na terça-feira (11) afirma que o motivo da tortura foi "uma fofoca sobre um menor" que a mulher teria feito. 
O adolescente também confessou que faz parte do tráfico na favela da Linha, também em São Gonçalo. Segundo a delegada, ele foi apreendido por envolvimento com o tráfico.
A mulher que aparece no vídeo ainda não foi localizada pelos policiais. 
Fonte: R7

Cartão com chip é seguro? Quadrilha movimentou R$ 3,5 milhões em oito meses com clonagem.



Rio - Em oito meses de investigação, a Delegacia do Aeroporto Internacional do Rio de Janeiro (DAIRJ) descobriu que a quadrilha que clonava cartões de crédito movimentou R$ 3,5 milhões só neste período. O bando desenvolveu ainda um método nunca visto antes, segundo a polícia: um dispositvo era instalado nas máquinas de caixa eletrônico e os dados dos cartões eram clonados por bluetooth. 

"Nunca houve esse tipo de metodologia. Há indícios de que a quadrilha conseguiu, pela primeira vez no mundo, captar os dados do chip do cartão das vítimas. É uma ação muito sofisticada", disse o titular da DAIRJ, Rodrigo Freitas. Segundo o delegado, eles colocavam o dispositvo, que não era visível por fora, dentro da máquina, e o recurso tecnológico captava os dados do chip do cartão.
De acordo com o delegado, a investigação começou quando a polícia percebeu a forma de ação da quadrilha. Os criminosos agiam na madrugada das terças e quintas - dias de desembarques internacionais -, com foco nos caixas eletrônicos do Aeroporto do Galeão. O objetivo era atuar contra turistas estrangeiros e fraudar cartões internacionais.

De 17 suspeitos identificados, oito foram presos
Desde o início da manhã desta terça-feira, policiais da especializada, com apoio de outras delegacias, realizam uma megaoperação em vários pontos do Rio de Janeiro para desarticular a quadrilha, cujos chefes são dois irmãos gêmeos. Dos 17 mandados de prisão expedidos, oito já foram cumpridos, entre eles um dos gêmeos. A Polícia Civil informou ainda que mais dois foram detidos, mas acabaram soltos. Os agentes também cumprem 25 mandados de busca e apreensão. 
Os agentes fizeram buscas na Rocinha, onde foram recebidos a tiros. O helicóptero da Polícia Civil que dava apoio na operação foi alvo de tiros por parte dos traficantes, mas nenhum policial ficou ferido. Durante o confronto, uma pessoa foi baleada e levada para o Hospital Municipal Miguel Couto, na Gávea. Segundo a Secretaria Municipal de Saúde, o ferido não resistiu e morreu na unidade. Com ele, uma pistola foi apreendida. Além disso, dois suspeitos foram presos na comunidade.
Eles também apreenderam máquinas para realização da clonagem de cartões. Na Rocinha, houve um intenso tiroteio na chegada dos policiais. 

Fonte: O Dia

Polícia brasileira matou em cinco anos, o que agentes americanos levaram trinta anos para o fazer, diz estudo.


A polícia brasileira matou 11.197 pessoas nos últimos cinco anos, 107 a mais d9o que as assassinadas pelos agentes americanos nos últimos 30 anos (11.090), segundo os dados apresentados no Anuário Brasileiro de Segurança Pública.
Este número, que será apresentado amanhã, terça-feira, em São Paulo no Fórum Brasileiro de Segurança Pública (FBSP), se refere à estatística dos casos com policiais dentro e fora de serviço.
De acordo com o estudo, 9.961 pessoas morreram entre 2009 e 2013 em enfrentamentos com policiais em serviço no Brasil.
Só em 2013, 2.212 pessoas morreram em operações policiais, uma média de seis pessoas por dia.
Apesar de o número de 2013 ter sido inferior ao de 2012, quando 2.332 pessoas foram assassinadas, o Fórum Brasileiro de Segurança Pública ressaltou que "é necessário, urgentemente, reverter o censo de atuação das forças policiais no Brasil".
O documento detalhou que a leve redução no número de mortes no ano passado "não indica uma melhora ou tendência de mudança".
O anuário também constatou que 490 policiais foram assassinados em 2013, 43 a mais que o ano anterior, e que nos últimos cinco anos morreram 1.170 agentes.
Enquanto 81,8% dos assassinatos cometidos por policiais aconteceram durante as horas de serviço, 75,3% dos policiais morreram quando não estavam trabalhando.
O relatório indicou que em 2013 a violência custou R$ 258 bilhões, 5,4% do Produto Interno Bruto (PIB) brasileiro.
Para realizar o cálculo, o Instituto de Pesquisas Econômicas (Ipea), analisou as despesas dos diferentes níveis do governo com a segurança pública, com o sistema de saúde (quando ativado por um episódio de violência) e a contratação de segurança privada ou seguros.
O FBSP destacou que apesar do aumento no valor absoluto da despesa, foi registrada uma leve queda se for levado em conta o percentual do PIB destinado à segurança pública, que passou de 1,28% em 2012 para 1,26% em 2013.
O porcentual é superior ao que os Estados Unidos destinaram em 2013 (1,02%) e compatível ao dos 27 países que compõem a União Europa (1,3%), "embora as despesas obtidas aqui estejam muito longe dos registrados nesses países".
"Isto indica que os recursos são insuficientes para enfrentar a situação local ou, pelo menos, estão muito mal utilizados", concluiu o anuário.

Fonte: EFE

A poucos dias da Copa, PF ainda não sabe quem fará segurança nos estádios.

A poucos dias da Copa, PF ainda não sabe quem fará segurança nos estádios.


Responsável por fiscalizar a segurança privada no país, PF não havia recebido da Fifa nomes das empresas contratadas até dia 28 de abril; STF confirma que, se houver problemas, responsabilidade civil é da União.

“Segurança fica a cargo das autoridades do Estado. A Fifa não pode garantir segurança. Isso faz parte do compromisso do governo que organiza”, afirmou categoricamente Sepp Blatter, presidente da FIFA, em uma coletiva de imprensa em Hong Kong no final de abril.
Não é o que prevê o acordo para sediar a Copa (hosting agreement) nem a Lei Geral da Copa. De acordo com esses dispositivos, a segurança do interior e do entorno dos estádios – o  chamado “perímetro de segurança” –  estará a cargo de 20 mil agentes privados contratados diretamente pelo COL, o Comitê Organizador Local da Fifa.
Serão esses agentes privados, ou “stewards”– seguranças treinados e sem qualquer tipo de armamentos – que vão acionar as forças de segurança pública caso avaliem ser necessário. Eles também comandarão a segurança nas demais “instalações oficiais”, como os hotéis onde estarão as delegações, os Centros de Treinamento de Seleções, os Campos Oficiais de Treinamento e o Centro de Mídia. Nesses locais, “a força pública é usada apenas sob demanda”, nas palavras da assessoria de imprensa do COL.
Até o final de abril, porém, a Fifa não havia comunicado à Polícia Federal, que pela legislação brasileira tem a atribuição de fiscalizar as forças de segurança privada atuantes no país, nem quais foram as empresas contratadas. “O responsável pela contratação das empresas é a Fifa e até o momento não nos foi enviada uma relação das empresas contratadas para fornecer segurança no evento”, confirmou a Polícia Federal à Agência Pública no dia 28 de abril, em resposta a um pedido de Lei de Acesso à Informação. “O processo de seleção foi realizado pela Fifa sem participação do Departamento de Polícia Federal. Os contratos são firmados pela Fifa sem divulgação de duração e valores à Polícia Federal”.
Uma lacuna que preocupa os especialistas em segurança pública e que não parecer fazer sentido diante da afirmação do presidente da Fifa de que a responsabilidade pela segurança durante os jogos é do Estado brasileiro. “Não pode o responsável pela fiscalização, que é a PF, dizer que não tem nenhuma informação sobre quem vai fazer, até porque isso tem que estar interligado ao esquema maior de segurança, que afinal de contas é público”, diz a analista de Justiça e Segurança Pública do Instituto Sou da Paz, Carolina Ricardo. “Não faz sentido ter essa separação. O que não está muito clara é essa relação com a segurança privada”. A resposta ao pedido de acesso à informação ilustra bem a falta de normas claras. Perguntada sobre protocolos que regerão o emprego das forças privadas nos estádios, a PF declarou: “O protocolo de atuação da segurança privada consiste na prevenção de ocorrência de ilícitos, com acionamento da Força Pública em caso de sua ocorrência”.

Uma carta na manga

O Planejamento Estratégico de Segurança para a Copa do Mundo do Ministério da Justiça, determina apenas que “no que se refere às medidas de segurança nos locais de interesse, a FIFA, através da Gerência Geral de Segurança do Comitê Organizador da Copa do Mundo FIFA Brasil 2014, terá responsabilidade pelas ações de segurança privada nos perímetros privados dos locais de interesses”. E acrescenta: “Se, por qualquer motivo, a segurança no interior de um estádio ou outro local sob a responsabilidade da FIFA não for garantida por esta entidade, as autoridades públicas de segurança assumirão e avocarão a responsabilidade e o controle dessas áreas”.
Mas, apesar de utilizar essa prerrogativa na hora de contratar as forças de segurança privada, a Fifa não terá nenhum tipo de ônus em caso de problemas, daí a declaração de Blatter. Desde 2007, durante os acordos para o Brasil sediar a Copa do Mundo, a Fifa tem em seu poder uma carta de garantias assinada pelo então ministro da justiça Tarso Genro, que afirma: “Nós aceitamos completa responsabilidade legal por quaisquer incidentes de segurança e/ou acidentes em conexão com a Competição, e indenizamos, defendemos e isentamos a Fifa e todas as subsidiárias da Fifa de toda a responsabilidade legal, obrigações, perdas, prejuízos, ações, demandas, recuperações, deficiências, custos ou despesas (incluindo honorários de advogados) que as partes possam sofrer ou incorrer em conexão com, resultantes de ou a partir de quaisquer incidentes de segurança e/ou acidentes em conexão com as Competições”.
A promessa virou lei com a Lei Geral da Copa, promulgada 5 anos depois. No artigo 23 a União assumiu legalmente responsabilização civil perante a Fifa por todos os danos decorrentes de acidentes de segurança relacionados ao evento – exceto se a Fifa tiver motivado os danos. Isso significa que, se houver qualquer processo contra o evento motivado por questões de segurança na Copa, quem paga os custos é o Brasil.
O artigo 23 foi referendado esta semana pelo Supremo Tribunal Federal ao julgar uma ação de inconstitucionalidade movida pela Procuradoria-Geral da República. A votação foi quase unânim: 10 votos a favor e um único contrário, do presidente do STF, Joaquim Barbosa. Na declaração de voto, muitos ministros louvaram as vantagens econômicas do Brasil sediar a Copa. Um deles foi o relator, ministro Ricardo Lewandowski, para quem o compromisso de sediar a Copa foi assumido “livre e soberanamente” pelo Brasil quando se candidatou e entre as promessas figurava “a responsabilidade por eventuais danos decorrentes do evento”. Já o ministro Teori Zavascki incluiu até a previsão das fontes de pagamento de eventuais prejuízos legais: dinheiro do Tesouro Nacional. (leia mais aqui)

Nó jurídico

“A possibilidade de segurança privada nos estádios surgiu com a Copa do Mundo”, explica André Zanetic, pesquisador do Núcleo de Estudos da Violência da USP que estuda o setor privado. Segundo ele, com as exigências da Fifa abriu-se uma nova frente de negócios, as empresas de “stewards” – e, com eles, um tremendo nó jurídico e muitos desafios em termos de fiscalização. “Virou a atividade principal a ser apoiada quando o Brasil acabou sendo escolhido para ter Copa do Mundo e a Fifa ficou responsável em fazer a segurança dos estádios. Mas isso só faz sentido se você tiver uma articulação consistente com as forças públicas”.
O emprego dos “stewards” foi regulamentado por uma portaria da Polícia Federal de dezembro de 2012, que estabelece como critério central para esse novo tipo de trabalho a necessidade de tais agentes realizarem um curso com carga horária de 50 horas, ou 5 dias, em escolas aprovadas pela PF. Foi a primeira vez que apareceu na legislação brasileira a figura do “vigilante em extensão em segurança para grandes eventos” – esses são definidos como “aqueles realizados em estádios, ginásios ou outros eventos com público superior a três mil pessoas”.
Publicada às pressas, seis meses antes da Copa das Confederações, a portaria deu um “jeitinho” para que os seguranças privados da Fifa pudessem atuar nos estádios. Inicialmente, o Ministério da Justiça pretendia aprovar o Estatuto da Segurança Privada – a lei atual é de 1983 – que deve regulamentar as cerca de 2 mil empresas e 700 mil vigilantes em atuação no país – número maior que o das polícias federal, civil e militar de todos os Estados juntos. O tema, no entanto, é tão espinhoso que o texto ficou meses parado na Casa Civil e o governo ainda não apresentou o texto do projeto de Lei ao Congresso.
“Já faz muito tempo que está se tentando fazer uma nova regulamentação ao setor. Tinha se chegado à conclusão de que não iam conseguir fechar antes, e isso [a regulamentação dos “stewards”] precisava avançar sem passar por toda a discussão do legislativo”, explica André Zanetic. “Mas de certa forma corre-se o risco de ser um arranjo insuficiente para dar conta dos problemas da organização da segurança na Copa”. Ele lembra o episódio da partida entre Atlético-PR e Vasco da Gama em dezembro do ano passado no estádio Arena Joinville, quando uma briga na arquibancada deixou quatro feridos e resultou em troca de acusações entre a Polícia Militar e o Atlético, que tinha contratado 60 seguranças para o evento. “Hoje a gente começou a fazer segurança privada nos estádios de futebol de uma forma mal ajambrada que começa a dar esses resultados. O que aconteceu em Santa Catarina pode acontecer de novo”, alerta o especialista.

Legislação de encomenda

O atropelo legal para a segurança na Copa ficou claro alguns meses depois da publicação da portaria da PF, em maio de 2013, o texto foi alterado pelo diretor-geral da PF Leandro Daiello Coimbra, abrandando a sua principal exigência: a formação dos vigilantes. A exigência inicial era de que a obrigatoriedade valeria dali a seis meses, mas a data foi mudada para dez meses. Portanto, ela não foi aplicada na Copa das Confederações, “considerando a impossibilidade prática de que as empresas de curso de formação de vigilantes capacitem profissionais em quantidade suficiente”, diz a portaria da PF.  Mudou-se a lei porque não ia dar tempo.
Hoje em dia o curso é obrigatório para todos os que vão fazer a segurança privada dos estádios. No entanto até o final e abril, apenas 5084 vigilantes haviam passado pelo curso de 5 dias, segundo dados da PF publicados pela BBC. A Fifa pretende empregar 20 mil.
Entre outros itens, o curso inclui conhecimentos da cadeia de comando da segurança e responsabilidades das forças públicas; técnicas de controle de acesso; gerenciamento de público – o que inclui “psicologia básica de controle de multidões” –; e conhecimentos básicos de direito, da Constituição, do Código Penal, do Estatuto do Torcedor e do regulamento de segurança da Fifa. O quesito “uso progressivo da força” é descrito como “técnicas de imobilização e condução de detidos; defesa contra agressão de instrumentos lesivos a integridade física dos espectadores e dos próprios vigilantes; técnicas de contenção de distúrbios em massa”.
As aulas também ensinam o vigilante a “desenvolver exercício prático de formação, como cortina humana para impedir avanços de multidões e outros gerenciamentos e separação de conflitos, como contenções e escoltas”, e enfatiza a obrigação de “identificar e comunicar seu superior sobre comportamentos anti-sociais, racistas, xenófobos, ou contra crianças e idosos; e desenvolver técnicas de dissuasão de tais comportamentos, caso sua atuação, individual ou em equipe, seja suficiente para encerrar a ocorrência, sem deixar de fazer o devido encaminhamento às autoridades”
Mas apesar de definir todas essas atribuições para os vigilantes privados, ainda não está claro, segundo os especialistas, qual será o poder de fiscalização que a PF terá de fato e como será a articulação entre os seguranças privados e as forças públicas. “Se você pegar a regulação que foi feita na legislação sobre segurança na Copa, você vê que não tem nenhum protocolo específico sobre como seria feita a tal ação integrada”, diz André. “Há uma insegurança jurídica muito grande, inclusive dentro do pessoal da PF, de ter que lidar com um ordenamento jurídico vago, que se resume a algumas frases falando que vai haver integração entre forças públicas e segurança privada em ações que ficam na alçada da segurança privada”.
A Pública procurou a Polícia Federal e a Fifa para perguntar como será feita a fiscalização da segurança privada durante a Copa. Não obteve respostas. A Fifa também não informou os nomes das empresas contratadas, os valores ou a duração dos contratos, como havia sido solicitado pela reportagem.

O Legado

O pesquisador André Zanetic enfatiza que não é contra o uso de segurança privada dentro dos estádios. Essa é apenas uma das facetas da crescente privatização desses espaços, na qual não faz sentido ter “um contingente público atuando numa atividade específica privada”, diz ele.
A mesma visão foi defendida calorosamente pelo presidente da Associação Brasileira das Empresas de Vigilância (ABREVIS) José Jacobson Neto Presidente em um editorial na revista da associação em outubro de 2012. “Os stewards são o símbolo internacional dessa nova concepção em segurança para grandes eventos”, escreve ele, defendendo a chegada de uma “nova cultura” ao Brasil que “vai trazer de volta as famílias aos estádios” – e gerar altos lucros. “Os estádios passam a ser arenas multiuso, onde os jogos de futebol figu­ram como uma das atividades, juntamente com promoções de shows, eventos culturais, religiosos, artísticos e de outras modalidades desportivas. Restaurantes, cinemas e teatros complementam os atrativos. E serão exatamente esses atrativos que propiciarão a arrecadação necessária para tornar as arenas multiuso uma atividade economicamente viável ao ponto de tornar pagável uma segurança de qualidade”.
O mesmo editorial não deixa dúvidas de que as demandas da Fifa constituíram um “marco” para o setor de segurança privada. “O grau de confiança atribuído à segurança privada iniciou-se com a FIFA, que legitimou o empre­go de seus regulamentos no Brasil quando firmou o host agreement com o então Presidente Lula. Posteriormente, o COL/FIFA – Comitê Organizador Local permitiu a inserção do art. 70 na Lei Geral da Copa (Lei nº 12.663, de 5 de junho de 2012), que introduziu a segurança privada no sistema jurí­dico brasileiro para os jogos do evento. Finalmente, o COL buscou afinar sua doutrina com a Polícia Federal, órgão regulador da segurança privada no Brasil”.
O texto termina num tom profético: “A sorte para a segurança privada do Brasil está lançada. A Copa do Mundo será um divisor de águas, elevando o segmento como parceiro dos órgãos de segurança pública dentro do novo siste­ma integrado de segurança”.
Em email enviado pela sua assessoria de imprensa, a Fifa coloca as mudanças na área de segurança como “parte importante do legado da Copa para o Brasil” e destaca especificamente a segurança privada: “Entre os impactos a serem observados estão a capacitação dos profissionais de segurança privada para atuação em grandes eventos, a regulamentação da profissão de steward, o novo conceito de procedimento operacional compartilhado entre as seguranças pública e privada, as adequações técnicas visando o combate a incêndio e pânico, instalações inteligentes e equipamentos eletrônicos adequados para a prevenção da violência (por exemplo, identificação de torcedores que já causaram problemas anteriormente), entre outros avanços”.
Fonte: A Publica

Casa explode após tiroteio nos Estados Unidos.

Casa explode após tiroteio nos Estados Unidos.

Uma casa em New Hampshire, nos Estados Unidos, explodiu na segunda-feira (13) pouco depois de um tiroteio no local.
A imprensa americana noticiou que um policial foi morto na troca de tiros. As autoridades ainda não esclareceram o que aconteceu no local.
Uma câmera de televisão de um helicóptero flagrou várias explosões. Os bombeiros não foram autorizados a entrar no local, devido a temores de balas perdidas.
Quando finalmente tiveram acesso à casa, ela já havia sido consumida pelas chamas.

Veja o vídeo da explosão.



Fonte: R7

Irmão de traficante preso assume tráfico em favelas da Maré. Polícia do RJ já está a procura do indivíduo.

Irmão de traficante preso assume tráfico em favelas da Maré. Polícia do RJ já está a procura do indivíduo.

Depois da prisão de um dos chefes do tráfico do Complexo da Maré, Menor P, a polícia do Rio procura agora o irmão dele, que aparece num vídeo feito pelo Jornal Extra.

De acordo com a reportagem, a gravação foi feita em novembro do ano passado. Eles teriam saído do Complexo da Maré, por causa de uma operação policial e procurado abrigo no Morro da Serrinha, favela no subúrbio de Madureira.  Nas imagens é possível ver o irmão do traficante. Ele aparece com um colete preto usado pelos paraquedistas do Exército.

Segundo a polícia, “Zangado”, irmão de Menor P, assumiu a chefia do tráfico em 11 das 15 favelas da Maré depois que o traficante foi preso por policiais federais na quarta-feira (26), num apartamento em Jacarepaguá, na Zona Oeste do Rio. O traficante estava com R$ 4 mil em dinheiro e não reagiu à prisão.

Polícia Federal já pediu à Justiça a transferência dele para um presídio federal, fora do estado. Os policiais do Batalhão de Operações Especiais (Bope) ocupam  há uma semana duas das 15 comunidades do conjunto de favelas da Maré: a Nova Holanda e o Parque União. Mas mesmo com a presença dos homens do Bope, moradores dizem que ainda ouvem tiros na região e convivem com o medo.

Traficantes da quadrilha rival de Menor P que controlam o tráfico nas duas favelas ocupadas pelo Bope também estão sendo procurados. O Disque-Denúncia oferece recompensa entre R$ 1 mil a R$ 2 mil em troca de informações sobre o paradeiro deles.

No domingo (30) as polícias Civil e Militar vão ocupar o conjunto de favelas da Maré. É mais uma etapa para a preparação da chegada das tropas federais na região.

Fonte: Jornal Hoje

PF prende quadrilha que desviou R$ 73 milhões da Mega Sena. CEF informou ter sido a maior fraude já ocorrida em toda história da instituição.

PF prende quadrilha que desviou R$ 73 milhões da Mega Sena. CEF informou ter sido a maior fraude já ocorrida em toda história da instituição.


Operação da Polícia Federal (PF) deflagrada neste sábado, 18, em três Estados desarticulou uma quadrilha que teria desviado R$ 73 milhões da Mega-Sena, jogo de loteria da Caixa Econômica Federal. O banco relatou à PF que se trata da maior fraude já sofrida em toda sua história.

Segundo a polícia, os envolvidos forjavam um bilhete da Mega-Sena com os números sorteados. Depois, abriam uma conta em nome de um ganhador fictício, com o aval de um gerente da Caixa da agência de Tocantinópolis (TO). Em seguida, o dinheiro era transferido para diversas contas.

Um dos envolvidos, segundo o Estado apurou, é o suplente de deputado federal Ernesto Vieira Carvalho Neto, que disputou a vaga em 2010 pelo PMDB do Maranhão na chapa da governadora Roseana Sarney (PMDB).

Segundo os investigadores, ele teria comprado um avião com o dinheiro desviado da Caixa e teria a intenção de usá-lo numa fuga. Até a manhã de sábado, a PF não havia localizado o suplente para cumprir o mandado de prisão expedido contra ele e outras quatro pessoas, que não tiveram o nome revelado. Nenhuma delas foi presa.

Conforme relatos, houve até perseguição em alguns locais com pistas falsas sobre o paradeiro dos envolvidos. A Justiça também autorizou o cumprimento de dez mandados de busca e apreensão e um mandado de condução coercitiva (quando a pessoa é levada a prestar depoimento e liberada em seguida) nos Estados de Goiás, Maranhão e São Paulo.

Já foram recuperados 70% dos valores desviados, informou a PF. O gerente da agência onde a conta foi aberta foi preso antes da operação batizada de Éskhara (que significa crosta deferida, casca) ser deflagrada. A PF não informou se ele colaborou com a investigação.

Os envolvidos responderão pelos crimes de peculato, receptação majorada, formação de quadrilha e lavagem de dinheiro, cujas penas somadas podem chegar a 29 anos de prisão.

A PF informou que as investigações prosseguem porque há outros possíveis fraudadores. A PF, que trabalhou em parceria com o Ministério Público do Tocantins, não tinha a intenção de deflagrar a operação no sábado, mas antecipou pra evitar vazamento de informação.

A Caixa divulgou nota na qual informa que foi o banco quem comunicou à PF sobre a fraude. "A Caixa Econômica Federal informa que acionou a polícia logo que constatou a fraude. O banco continua acompanhando o caso e está à disposição da PF." A operação da PF ocorre no momento em que a Caixa tenta abafar uma crise, após a revelação pela revista IstoÉ de que se apropriou de R$ 719 milhões de saldos de contas bancárias de clientes que foram encerradas por iniciativa do banco.


Fonte: Estadão