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Alta temperatura do óleo faz batata frita liberar substância cancerígena durante reação química, mostra estudo médico.


Presente em todos lanches pedidos nas lanchonetes de todo país e do mundo, a batata-frita é uma unanimidade. Muito difícil achar alguém que não goste. No entanto, estudos mostram que o tubérculo, quando frito, sofre uma reação química que libera uma substância cancerígena, chamada de acrilamida.
O nutrólogo Roberto Navarro explica que a reação acontece quando o alimento é aquecido a altas temperaturas, aquelas maiores de 120ºC. “Se fala da fritura porque o cozimento não atinge essa temperatura alta”, esclarece. O aminoácido asparagina reage com a glicose (ou frutose) e libera a maléfica acrilamida, composto já conhecido pela ciência por causar câncer em ratos. “Existem outros alimentos que liberam acrilamida, mas a batata é a que apresenta maior teor dessa substância quando é frita, por isso se fala tanto dela”.
Além da batata, entram nesta lista a beterraba, o pão e os cereais. Todos eles têm o aminoácido asparagina, glicose e frutose (no caso das frutas), mas não se costuma comê-los após serem submetidos a temperaturas tão altas, o que os deixa livres da acrilamida.
A explicação científica, segundo um estudo publicado pelo periódico Journal of the National Cancer Institute, é que a acrilamida muda as estruturas do DNA e conduz à mutação, que, por sua vez, levaria à formação de tumores. Os efeitos cancerígenos da acrilamida foram comparados ao BPDE, uma substância já conhecida por causar câncer, e presente na fumaça do cigarro, combustíveis, além de outros. 
Outro estudo, publicado no periódico Journal of the Science of Food and Agriculture, mostrou que deixar batatas de molho antes de fritá-las reduz os níveis da substância. A pesquisa comparou o porcentual da substância em três situações: ao lavar batatas, deixá-las de molho por 30 minutos e deixá-las de molho por duas horas. A acrilamida foi reduzida em 23%, 38% e 48%, respectivamente. A redução só acontece, no entanto, se as batatas forem fritas levemente douradas. O problema persiste se a batata estiver frita em um tom mais escuro.
Uma terceira pesquisa publicada no periódico Cancer Epidemiology, Biomarkers & Prevention mostrou que houve um risco aumentado de câncer de endométrio e ovário pós menopausa naquelas mulheres que consumiam acrilamida na dieta, particularmente entre mulheres não-fumantes (o cigarro atrapalha o resultado da pesquisa, porque ele é um potencial causador de tumores). O câncer de mama não foi relacionado com a ingestão de acrilamida. O grupo de 62 mil mulheres foi observado por cerca de 11 anos.
Sem pânico
Apesar do potencial cancerígeno da acrilamida, o mais provável é que o organismo consiga lutar contra ela. “Existem as substâncias xenobióticas, que são estranhas ao nosso organismo e não são necessárias, mas o corpo tem defesas para excretar e anular essas substâncias. A desintoxicação é feita pelo fígado, que elimina por meio das fezes, suor e urina”, explica o nutrólogo Roberto Navarro.
A oncologista clínica do Hospital Israelita Albert Einstein, Ana Paula Garcia Cardoso, explica que o grande vilão do câncer ainda são os fatores ambientais e os maus hábitos, como o cigarro e o sedentarismo. “O consumo excessivo da batata frita pode levar à obesidade, e ela sim é uma comprovada causadora de câncer”.
O diretor do Instituto Paulista de Cancerologia (IPC), Hezio Jadir Fernandes Junior, diz que fica com o “pé atrás” quando ouve dizer que alimentos como refrigerante e batata frita causam câncer. Segundo ele, sabe-se que a acrilamida pode ser causadora do câncer, mas não se sabe o quanto dessa substância que uma pessoa necessita ingerir para ter o câncer. “É a grande interrogação atual.”
Fonte: iG Saúde

Líderes de vários países, pedem maior rigor contra o uso de armas químicas na Síria.


Líderes e representantes de 11 países pediram uma “resposta internacional firme” contra o uso de armas químicas na Síria, segundo um comunicado divulgado pela Casa Branca, após o encerramento da Cúpula do G20.
A declaração, assinada à margem da cimeira do grupo dos países mais ricos do mundo e das potências emergentes (G20), em São Petersburgo (Rússia), conta com o apoio da Austrália, Arábia Saudita, Canadá, Espanha, França, Itália, Japão, Reino Unido, Coreia do Sul, Turquia e dos Estados Unidos. A Alemanha é o único país europeu membro do G20 que não assinou o apelo.
“Apelamos a uma resposta internacional firme a esta grave violação das regras e da consciência mundial, que envie uma mensagem clara de que este tipo de atrocidade jamais poderá ser repetido”, indica o texto. O comunicado acrescenta que “aqueles que cometeram estes crimes têm que ser responsabilizados”.
Os 11 países qualificam o ataque do dia 21 de agosto nos arredores de Damasco como “horrível” e afirmam que “as provas indicam claramente o governo sírio como responsável”. As autoridades de Damasco negam qualquer envolvimento e acusam a oposição armada da autoria do ataque.
No mesmo texto, os 11 países signatários afirmam que têm apoiado de forma consistente “uma resolução forte do Conselho de Segurança das Nações Unidas”, mas reconhecem que este órgão “encontra-se paralisado, e assim tem permanecido durante os últimos dois anos e meio”, desde o início da guerra civil na Síria.
“O mundo não pode esperar por incessantes processos falhados, que apenas levam a um aumento do sofrimento na Síria e da instabilidade na região”, assinalam os países, segundo o comunicado divulgado por Washington.
Os signatários sublinham ainda que apoiam “os esforços empreendidos pelos Estados Unidos e outros países para reforçar a proibição do uso de armas químicas”, mas sem fazer uma menção explícita a uma eventual intervenção militar.
Neste sentido, os países exigem que “a missão de inspetores da ONU apresente as suas conclusões logo que possível” e que o Conselho de Segurança “atue em conformidade”.
O comunicado condena “veementemente” todas as violações dos direitos humanos em todas as partes, insistindo no compromisso de encontrar “uma solução política que resulte numa Síria unida, inclusiva e democrática”.
No final da declaração, os países europeus signatários afirmam que “irão continuar a promover uma posição comum da Europa”, numa altura em que os chefes da diplomacia dos 28 Estados-membros da União Europeia (UE) estão reunidos em Vilnius (Lituânia).
Fonte: Jornal do Brasil