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Há três anos, uma revolta contra o regime de Assad se transformou no que parecia ser uma guerra civil direta entre as forças governamentais e os rebeldes sírios. No entanto, ao longo do tempo, o que começou como um movimento de oposição em grande parte secular começou a assumir mais de um tom islâmico radical, com duas ramificações - a Al Qaeda - Estado Islâmico do Iraque e al-Sham (ISIS) e Jabhat al-Nusra - se tornando as forças dominantes do território em todo o Norte, controlado pelos rebeldes.
Fonte: Vice News
Fonte: Correio do Povo
O Senado do americano votou nesta quarta-feira o que chamaríamos de autorização ao presidente Barack Obama para usar força militar contra à Síria
em resposta a um suposto ataque químico no dia 21, aumentando o impulso para o esforço da Casa Branca de conseguir apoio do Congresso para um ofensiva .
Repórter cinematográfico grava imagens impressionantes dos conflitos locais ocorridos na Síria.
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Há três anos, uma revolta contra o regime de Assad se transformou no que parecia ser uma guerra civil direta entre as forças governamentais e os rebeldes sírios. No entanto, ao longo do tempo, o que começou como um movimento de oposição em grande parte secular começou a assumir mais de um tom islâmico radical, com duas ramificações - a Al Qaeda - Estado Islâmico do Iraque e al-Sham (ISIS) e Jabhat al-Nusra - se tornando as forças dominantes do território em todo o Norte, controlado pelos rebeldes.
Um repórter cinematográfico conseguiu garantir um acesso sem precedentes as facções da Al Qaeda lutando contra as forças do governo da Síria, apesar do risco que correu de ser sequestrado. Este é um retrato notável dos voluntários estrangeiros e moradores local, dispostos a lutar e morrer para estabelecer um novo governo em seu país.
Vejam a matéria na íntegra, legendado em inglês:
Vejam a matéria na íntegra, legendado em inglês:
Fonte: Vice News
Barack Obama diz que EUA não precisam de autorização da ONU para atacar a Síria
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O presidente dos Estados Unidos, Barack Obama, disse hoje (6) que não depende de autorização da Organização das Nações Unidas (ONU) para um eventual ataque à Síria. Os Estados Unidos afirmam ter provas de que foram usadas armas químicas em ataques na Síria, cuja responsabilidade é atribuída ao governo do presidente sírio, Bashar Al Assad.
“Diante da paralisia do conselho das Nações Unidas na questão, uma resposta internacional é demandada, e não deve vir de decisão do Conselho de Segurança. Preferiria trabalhar por meio de canais multilaterais e ONU, mas acredito que a segurança mundial e dos EUA demandam [decisões por outros meios]”, disse o presidente norte-americano durante coletiva de imprensa em São Petersburgo, na Rússia, onde ocorre a cúpula do G20.
Obama informou que fará na próxima terça-feira (10) um pronunciamento aos cidadãos norte-americanos, a fim de buscar respaldo do Congresso a um eventual ataque à Síria.
Perguntado sobre se o ataque pode ser feito sem a autorização do Congresso, ele disse que, entre os motivos da consulta, está o de fazer com que o Legislativo explique ao povo americano “que esta é a coisa certa” a fazer.
“Há várias decisões que tomo que são impopulares, mas é o que se há para fazer”, disse, ao reconhecer que ações desse tipo, envolvendo operações militares, são sempre impopulares. “Fui eleito para acabar com uma guerra, e não para começar outras. Mas tenho o dever da proteção, e há tempos difíceis se quisermos defender aquilo que acreditamos”, acrescentou.
Segundo ele, o uso de armas químicas é uma ameaça à segurança global, principalmente para países vizinhos como Turquia e Israel. "Há riscos de essas armas caírem nas mãos de terroristas", alertou. Apesar de não confirmar se fará ou não o ataque, Obama disse ter condições para uma intervenção “hoje, amanhã ou daqui a um mês”.O presidente norte-americano acrescentou que continuará a contatar líderes mundiais “para tomar as ações necessárias”, e pediu união contra o uso de armas químicas pelo regime de Assad.
Também da Rússia, a presidenta Dilma Rousseff havia informado, anteriormente, que o Brasil não reconhece qualquer ação militar na Síria sem que haja aprovação das Nações Unidas.
Segundo Obama, “a conferência foi unânime à ideia de que armas químicas foram usadas, e a maioria dos presentes está aceitando e concordando que o governo de Assad é o responsável pelo uso delas. Isso, claro, foi questionado por [Vladimir] Putin [presidente da Rússia, país contrário a qualquer ataque à Síria]”, disse Obama.
A conversa com o presidente russo foi “tranquila e construtiva”, segundo Obama, e não abrangeu a questão do asilo dado pela Rússia a Edward Snowden, ex-funcionário de uma empresa terceirizada que prestava serviços para a Agência Nacional de Segurança norte-americana (NSA) e principal responsável pelas denúncias de espionagem pelo governo norte-americano.
“Temos uma relação muito direta [com Putin]. Discutimos a questão da Síria. Foi citado que em todos os pontos de interesse comum, teremos de trabalhar de forma conjunta”, disse o presidente dos EUA.
Fonte: Agência EBC
Líderes de vários países, pedem maior rigor contra o uso de armas químicas na Síria.
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Líderes e representantes de 11 países pediram uma “resposta internacional firme” contra o uso de armas químicas na Síria, segundo um comunicado divulgado pela Casa Branca, após o encerramento da Cúpula do G20.
A declaração, assinada à margem da cimeira do grupo dos países mais ricos do mundo e das potências emergentes (G20), em São Petersburgo (Rússia), conta com o apoio da Austrália, Arábia Saudita, Canadá, Espanha, França, Itália, Japão, Reino Unido, Coreia do Sul, Turquia e dos Estados Unidos. A Alemanha é o único país europeu membro do G20 que não assinou o apelo.
“Apelamos a uma resposta internacional firme a esta grave violação das regras e da consciência mundial, que envie uma mensagem clara de que este tipo de atrocidade jamais poderá ser repetido”, indica o texto. O comunicado acrescenta que “aqueles que cometeram estes crimes têm que ser responsabilizados”.
Os 11 países qualificam o ataque do dia 21 de agosto nos arredores de Damasco como “horrível” e afirmam que “as provas indicam claramente o governo sírio como responsável”. As autoridades de Damasco negam qualquer envolvimento e acusam a oposição armada da autoria do ataque.
No mesmo texto, os 11 países signatários afirmam que têm apoiado de forma consistente “uma resolução forte do Conselho de Segurança das Nações Unidas”, mas reconhecem que este órgão “encontra-se paralisado, e assim tem permanecido durante os últimos dois anos e meio”, desde o início da guerra civil na Síria.
“O mundo não pode esperar por incessantes processos falhados, que apenas levam a um aumento do sofrimento na Síria e da instabilidade na região”, assinalam os países, segundo o comunicado divulgado por Washington.
Os signatários sublinham ainda que apoiam “os esforços empreendidos pelos Estados Unidos e outros países para reforçar a proibição do uso de armas químicas”, mas sem fazer uma menção explícita a uma eventual intervenção militar.
Neste sentido, os países exigem que “a missão de inspetores da ONU apresente as suas conclusões logo que possível” e que o Conselho de Segurança “atue em conformidade”.
O comunicado condena “veementemente” todas as violações dos direitos humanos em todas as partes, insistindo no compromisso de encontrar “uma solução política que resulte numa Síria unida, inclusiva e democrática”.
No final da declaração, os países europeus signatários afirmam que “irão continuar a promover uma posição comum da Europa”, numa altura em que os chefes da diplomacia dos 28 Estados-membros da União Europeia (UE) estão reunidos em Vilnius (Lituânia).
Fonte: Jornal do Brasil
Como o terror e o medo confrontam àqueles que levam a informação. O Relato de uma jornalista na Síria.
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"Meu coração estava na minha garganta. Não tomei um folego completo por 24 horas. Avisto no horizonte algo que estava tentando evitar: Bandeiras e homens vestidos para matar, equitados com AKs-47, penduradas casualmente sobre seus ombros. Avistei combatentes jihadistas do Estado Islâmico do Iraque e al-Sham, aka ISIS, também conhecido como a encarnação mais recente e mais temida da Al-Qaeda na Síria."
"Desde que cheguei no reduto rebelde sírio de Aleppo, rebeldes da aka ISIS, assumiram o controle de todo acesso de volta para a Turquia. Inúmeras pessoas desapareceram nesta rota ultimamente, mas eu não tive outra escolha, para arriscar."
A niqab, cobre o meu rosto. Agora estou arrependida de tirar meu véu certa noite, há algum tempo atrás. Espero que meus olhos azuis não venhar me condenar. Mantenho meus olhos para baixo, numa tentativa de evitar tornar-se a mais nova vítima de sequestro desaparecida na Síria."
"Um homem se inclina para olhar o interior de nosso carro. O tempo parou naquele instante."
"Eu expirei em alta voz, para a diversão dos meus amigos, armados com AK-47. O comandante se vira, rindo. "Não se preocupe", diz ele, "os islamitas não irão cortar sua garganta. Eu tenho uma granada", enquanto fingia atirar a mesma para fora da janela do passageiro. Então, eu imaginava que ficaria tudo bem."
"Como a anarquia tomou conta do país arruinado. Sequestro, tornou-se cada vez mais comum, especialmente no norte do país. A maior ameaça para os jornalistas já não é escapar dos franco-atiradores, apesar do constante som de artilharia e sinais de fumaça, que às vezes são visíveis à partir do outro lado da fronteira turca. A coisa que mais tememos, é a possibilidade de desaparecermos. O Comitê de Proteção aos Jornalistas (CPJ) relata que 15 jornalistas estão desaparecidos no país, e esse número seria muito maior, se incluisse os trabalhadores de ajuda internacional, ativistas sírios, e moradores locais, que ainda não foram encontrados."
De acordo com Peter Bouckaert , diretor de emergências da Human Rights Watch, "(O seqüestro) começou principalmente quando os combates eclodiram em Aleppo, e se desenvolveu, desde então, em uma tendência mais ampla, em muitas partes da Síria."
"Aqueles que ainda estão cobrindo a guerra civil, estão unidos por um sentido de dever, por informar sobre o que está acontecendo no país. Mas, dado o risco de rapto e a perspectiva de operações de resgate serem longas, e requererem muito dos recursos de nossos colegas e porem em perigo aqueles que nos acolheram, à nos e nossos amigos, estamos sendo forçados a reavaliar a nossa forma de cobrir o conflito em curso."
Os primeiros casos de seqüestro foram realizadas pelo regime ou motivado pela perspectiva de um resgate. Por exemplo, o fotógrafo francês, de 34 anos, Jonathan Alpeyrie, teve sua libertação garantida no mês passado por um grande empresário sírio. Sequestros recentes, no entanto, não pareceram merecer tamanho gesto humanitário.
Charles Lister, analista do Terrorismo da IHS Jane e Centro de Insurgência , acompanha de perto os acontecimentos na Síria e notou uma mudança significativa no ambiente. "Nas últimas semanas, temos visto um aumento perceptível de seqüestros relatados no norte da Síria, particularmente de ativistas locais e jornalistas da oposição", disse ele.
"Em outras palavras, a ameaça de rapto evoca uma espécie de terror que franco-atiradores e morteiros não sentem."
Todos os dias em Aleppo, recebia notícias de um colega, amigo ou militante sendo sequestrado e, eventualmente, uma sensação paralisante de pânico. A idéia de que eu poderia ser tomada a qualquer momento tornou-se a base para uma prisão mental aterrorizante. Durante a minha última noite na cidade, eu pensei na cadeia de fumaça que saem dos destroços, com medo do silêncio, do poder desta arma, que aterroriza aqueles que vivem em sua mira.
Andy Cottom, um terapeuta britânico que trata vítimas dos efeitos dos conflitos, me disse que o objetivo do seqüestro na guerra é "introduzir terror", acrescentando que o terror em sua forma mais verdadeira, "realmente é a ferramenta mais eficaz que um inimigo pode usar contra você."
Para aqueles que cobrem a Síria, o terror é agravado com o passar do tempo. No mês passado, marcou um ano, desde o seqüestro de Austin Tice, um jornalista norte-americano, de 32 anos, que desapareceu em Daraya, perto de Damasco. Acredita-se que esteja sob a custódia do governo sírio. Seu colega e amigo Christy Wilcox, que cobria o conflito na Síria, disse que encontrá-lo será muito difícil. "A falta de informação é o maior impedimento em curso na Síria", ele me disse. "E isso faz com que seja difícil chegar ao ponto onde qualquer pessoa possa negociar ou ajudar alguém a retornar para casa em segurança."
Este ponto de vista é sustentado por um especialista em resgate nos casos de sequestro, que já trabalhou em vários casos na Síria e quis manter o anonimato. "Eu não diria que é como encontrar uma agulha num palheiro", ele me disse. "É mais como encontrar a agulha da direita no palheiro da direita. Nós nem sequer sabemos qual palheiro olhar primeiro. "
A única maneira de tirar alguma conclusão sobre a forma arbitrária de como as pessoas são seqüestradas, é examinando os poucos casos que foram resolvidos. Em janeiro deste ano, o jornalista Balint Szlanko foi sequestrado em Aleppo, juntamente com dois colegas. Ele detalhou como foi o resgate no site Daily Beast , escrevendo: "O sequestro foi rápido e profissional. Em poucos segundos, fomos arrastados para fora do nosso carro. Nossas mãos foram algemadas atrás das costas; tivemos nossos olhos vendados e fomos levados para dois carros... Tudo aquilo pareceu-me muito surreal e assustador. "
Após 12 horas, o trio foi liberado tão rapidamente, como quando sequestrados, e meses depois, ainda não tinham idéia de quem os levou ou por que eles foram libertos. "Talvez eles perceberam que tinham sequestrado os caras errados. Ou talvez eles nos libertaram, porque mudaram de idéia, uma vez que muitas pessoas estavam procurando por nós ", escreveu Szlanko.
"Em muitos casos, o desaparecimento dos jornalistas é mantido em segredo para sua segurança. No entanto, uma vez que é comunicado aos membros da imprensa sobre o rápto, é difícil, em seguida, pedir-lhes para não passarem essa informação à diante, uma vez que vai contra o instinto jornalístico de noticiar."
"Notavelmente, o sequestro de Richard Engel, um correspondente da NBC na Síria em dezembro passado, manteve-se bastante oculto, até Gawker John Cook, escrever um post, anunciando o desaparecimento de Engel. Ele foi criticado por muitos jornalistas e, posteriormente, justificou suas ações em uma atualização, no post original. "Ninguém me disse nada que indicasse específicamente, que isso significaria alguma ameaça à segurança de Engel", escreveu ele.
Robert Young Pelton, autor do Relatório Somália é contrário às restriçoes à mídia, saiu em apoio a Cook. Em um comentário sobre Gawker, ele escreveu : "Não existe nenhuma prova de que a censura ajuda a acelerar a libertação segura, e não há nenhuma prova de que informações precisas sobre a vítima possa prejudicá-lo... A Censura, históricamente, apenas tem encobrido para uma série de incompetência e gestos de desespero.
O jornalista assessor de segurança do CPJ, Frank Smyth, tem uma visão mais comedida sobre restrições à mídia. "Não existe um único modelo mostrando como lidar com esses casos. Cada um merece ser examinado cuidadosamente", disse ele, "Alegando que não há evidências de que o dano seria agravado através da divulgação de um caso. "
"Em qualquer caso, permitir o uso generalizado de proibições à mídia, não seria razoável, uma vez que, os 15 casos relatados pela CPJ, são apenas a ponta do iceberg."
Então, o que isso significa para os jornalistas que cobriam a guerra? Para Szlanko "Tudo isso somado ao que eu estou fazendo agora, ainda não demostra o que está acontecendo lá."
Wilcox, no entanto, acredita que "a informação sobre o conflito na Síria ainda é importante. No entanto, quando os colegas e outras pessoas desaparecem, só aumentam os problemas já insuperáveis. "
"Enquanto repórteres individuais, pemsam nos riscos em permanecer em um país que se tornou ainda mais perigoso para eles, todos concordam que as notícias da guerra são importantes, especialmente à luz do suposto ataque químico, perpetrado pelo regime, que agora tem os EUA prontos para intervir".
"É impossível, ver a boca de crianças espumando até morrem e se sentir confortável, com esse tipo de sofrimento sendo omitido. Mas no momento em que acreditamos que nosso trabalho pode mudar o curso da guerra, tudo já passou. Em vez disso, muitos de nós, já nos envolvemos nesta história complexa e frustrante, na esperança de que, de alguma maneira, o relato dos fatos ocorridos, irá homenagear, as inocentes vítimas desse desastre contínuo. Os riscos ao redor da comunicação na Síria trouxe a um impasse, mas isso só significa que devemos redobrar nossos esforços para informar sobre esta guerra sangrenta e aparentemente interminável."
Emma Jane, Jornalista, Freelance, na Síria.
Fonte: Vice.com
Líder iraniano disse que Obama usa como pretexto, ataque de armas químicas, para iniciar uma Guerra no país.
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O líder da Revolução Islâmica no Irã, aiatolá Ali Khamenei, disse hoje (5) que o governo dos Estados Unidos usa como pretexto os ataques com armas químicas na Síria para deflagrar guerra contra o país. Segundo ele, os norte-americanos não estão preocupados com as questões humanitárias. Khamenei reiterou que o Irã apoiará a Síria em uma eventual ação militar na região.
“[Os Estados Unidos e aliados] utilizam as armas químicas como pretexto e dizem que querem intervir por questões humanitárias", disse o líder religioso cujo poder político coloca-o como a principal força no Irã. No último dia 21, dois ataques com armas químicas mataram cerca de mil pessoas nos arredores de Damasco, capital síria, e a responsabilidade é atribuída ao governo.
O Irã é o principal apoio da Síria entre os países muçulmanos e busca aumentar a adesão entre os que venham a defender o governo do presidente Bashar Al Assad. O Irã e a Venezuela defendem que o Movimento dos Países Não Alinhados tentem evitar a ação militar armada, liderada pelos Estados Unidos.
O Irã está na presidência do movimento e em 2015, a Venezuela o sucederá. O grupo foi criado em 2004 e reúne 115 países, em geral nações em desenvolvimento. A China e a Índia, que têm grandes exércitos, também integram o Movimento dos Países Não Alinhados.
"Os Estados Unidos enganam-se sobre a Síria e vão, seguramente, sofrer tal como no Iraque e no Afeganistão", acrescentou Khamenei.
Fonte: Agência Brasil
Mesmo diante de uma terceira guerra mundial, não nos encurvaremos, diz vice-ministro de relações exteriores da Síria.
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O vice-ministro sírio das Relações Exteriores, Fayçal Moqdad, disse nesta quarta-feira que o país não se curvará mesmo diante da possibilidade de uma Terceira Guerra Mundial, após a polêmica crise desencadeada em função dos ataques com uso de armas químicas contra civis. "O regime sírio não se curvará às ameaças de ataque ocidental, mesmo se houver uma Terceira Guerra Mundial", afirmou Moqdad. "O governo sírio não mudará sua posição. Nenhum sírio pode sacrificar a independência de seu país", ressaltou.
Moqdad ainda garantiu que Damasco tomou "todas as medidas" para responder a uma agressão externa. Por outro lado, o presidente Barack Obama destacou que a comunidade internacional não pode ficar calada ante o que chamou de "barbárie". "O primeiro-ministro e eu estamos de acordo com o fato que, diante de tal barbárie, não se pode ficar calado", declarou Obama em coletiva de imprensa com o chefe de governo sueco, Fredrik Reinfeldt.
Obama disse ainda que foi o mundo e não ele que fixou a 'linha vermelha' do uso de armas químicas na Síria. Em função disso, acredita que o Congresso americano autorizará o uso da força contra o regime de Bashar al-Assad.
Quanto à Rússia, aliada da Síria, Obama afirmou esperar que o presidente russo Vladimir Putin mude de enfoque. Putin sinalizou que pode apoiar os Estados Unidos. Respondendo aos temores dos americanos em relação a uma nova ação militar de seu país, Obama assegurou que não quer repetir os erros cometidos pelos Estados Unidos no Iraque.
Comissão do Senado americano autoriza ação militar na Síria.
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O Senado do americano votou nesta quarta-feira o que chamaríamos de autorização ao presidente Barack Obama para usar força militar contra à Síria
em resposta a um suposto ataque químico no dia 21, aumentando o impulso para o esforço da Casa Branca de conseguir apoio do Congresso para um ofensiva .
A votação da Comissão de Relações Exteriores do Senado foi a primeira em uma série enquanto o pedido do presidente tramitava entre painéis antes de poder ir ao plenário das duas Casas do Congresso para uma votação final.
Espera-se que todo o Senado vote a medida na próxima semana. Os principais assessores de Obama levaram nesta quarta o argumento pró-ação à Câmara dos Representantes, controlada pelos republicanos, onde o apoio visto no Senado será mais difícil de encontrar.
A resolução permitiria a Obama ordenar uma intervenção militar limitada contra a Síria que não exceda 90 dias e não envolva tropas terrestres para operações de combate.
A comissão do Senado aprovou a autorização com 10 votos a 7, marcando a primeira vez desde a votação de outubro de 2002 que deu ao presidente George W. Bush a autoridade de invadir o Iraque.
Obama, que visita a Suécia antes de participar do encontro do G20 na Rússia no fim desta semana, disse que a credibilidade da comunidade internacional está em jogosobre um resposta militar ao uso de armas químicas na Síria.
Segundo o governo Obama, um ataque com gás sarin lançado pelas forças do presidente Bashar al-Assad deixou mais de 1,4 mil mortos , incluindo centenas de crianças, nos arredores de Damasco no mês passado, acusação que o regime sírio nega. Total é bem maior do que estimativas anteriores que apontavam centenas de mortos.
Segundo a inteligência britânica, o número de mortos ultrapassaria os 350, número similar aos 355 apontados pelos Médicos Sem Fronteiras . Para a inteligência francesa, seriam 281 mortos .
Questionado sobre os comentários que fez no ano passado sobre desenhar uma "linha vermelha " contra o uso de armas químicas por Assad, Obama disse que o tal limite já havia sido estabelecido por um tratado de armas químicas ratificado pelos países ao redor do mundo. "Não foi algo que inventei", concluiu.









